Sintomas e Factores de Risco


SINTOMAS

O cancro pode provocar muitos sintomas diferentes, como por exemplo:
•    Espessamento, massa ou "uma elevação" na mama, ou em qualquer outra parte do corpo.
•    Aparecimento de um sinal novo, ou alteração num sinal já existente. Ferida que não passa, ou seja, cuja cicatrização não acontece.
•    Rouquidão ou tosse que não desaparece.
•    Alterações relevantes na rotina intestinal ou da bexiga.
•    Desconforto depois de comer.
•    Dificuldade em engolir.
•    Ganho, ou perda de peso, sem motivo aparente.
•    Sangramento ou qualquer secreção anormal.
•    Sensação de fraqueza ou extremo cansaço.


Na maioria das vezes, estes sintomas não estão relacionados com um cancro, e podem, ainda, ser provocados por tumores benignos ou outros problemas. Só o médico poderá confirmar.


Qualquer pessoa com estes sintomas, ou quaisquer outras alterações de saúde relevantes, deve consultar o médico, para diagnosticar e tratar o problema tão cedo quanto possível. Geralmente, as fases iniciais do cancro não causam dor. Se tem estes sintomas, não espere até ter dor, para consultar o médico.

Fonte:  Cancer Institute, Liga Portuguesa Contra o Cancro


 

FACTORES DE RISCO

Muitas vezes, os médicos não conseguem explicar porque é que uma pessoa desenvolve cancro e outra não. No entanto, a investigação demonstra que determinados factores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver cancro. Globalmente, os factores de risco mais comuns, para o cancro, são apresentados em seguida: Envelhecimento, Tabaco, Luz solar, Radiação ionizante, Determinados químicos e outras substâncias, Alguns vírus e bactérias, Determinadas hormonas, Álcool, Dieta pobre, falta de actividade física ou excesso de peso.

Muitos destes factores de risco podem ser evitados. Outros, como por exemplo a história familiar, não podem; como tal, é importante referir sempre ao médico quaisquer dados clínicos familiares relevantes que existam na família. Relativamente aos factores de risco conhecidos, que não sejam "familiares" (como a exposição excessiva à luz solar, o tabaco, o álcool, a dieta rica em gorduras, a falta de exercício físico, etc) deve, sempre que possível, evitá-los.´Se pensa que pode apresentar risco aumentado para ter cancro, deverá discutir essa preocupação com o médico; poderá saber como reduzir o risco e qual será o calendário ideal para fazer exames regulares. Com o passar do tempo, vários factores podem agir conjuntamente, para fazer com que células normais se tornem cancerígenas. Quando se avalia o risco de ter cancro, devem sempre ser considerados esses factores:
- Nem tudo causa cancro;
- O cancro não é causado por uma ferida, um inchaço ou uma equimose;
- O cancro não é contagioso: ninguém ?apanha? cancro de outra pessoa;
- Estar infectado com um vírus ou bactéria poder aumentar o risco para alguns tipos de cancro;
- Se tiver um ou mais factores de risco, não quer dizer que venha a ter cancro; a maior parte das pessoas que têm factores de risco nunca irá desenvolver cancro;
- Algumas pessoas são mais sensíveis que outras, aos factores de risco conhecidos.
Em seguida, será apresentada informação mais detalhada sobre os factores de risco mais comuns para cancro.

ENVELHECIMENTO
O factor de risco mais importante para ter cancro é o envelhecimento. A maioria dos cancros ocorre em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, o cancro pode surgir em pessoas de todas as idades, incluindo crianças.

TABACO
O uso do tabaco é a causa de morte que mais se pode prevenir. Em Portugal, todos os anos morrem cerca de 3100 pessoas com cancro do pulmão. Usar produtos de tabaco ou estar regularmente em contacto com o fumo (fumador ambiental, passivo ou secundário), aumenta o risco de cancro. É mais provável que os fumadores desenvolvam cancro dos pulmões, laringe, boca, esófago, bexiga, rins, garganta, estômago, pâncreas ou colo do útero, do que os não fumadores. Também é mais provável que desenvolvam leucemia mielóide aguda (tumor que tem início nas células do sangue). As pessoas que usam tabaco sem fumo, como o tabaco para cheirar ou para mastigar, têm risco aumentado para cancro da boca. Deixar de fumar é importante para qualquer pessoa que use tabaco, mesmo para pessoas que fumaram durante muitos anos; o risco de ter cancro em pessoas que deixam de fumar é menor do que o risco das pessoas que continuam a fumar; no entanto, o risco de ter cancro é, geralmente, mais baixo nas pessoas que nunca fumaram. Para pessoas que já tiveram cancro, deixar de fumar pode reduzir a probabilidade de terem outro cancro. Se quiser deixar de fumar, consulte o seu médico; já existem diversos medicamentos ou terapêuticas de substituição da nicotina, como um adesivo, uma pastilha elástica, um rebuçado, um spray nasal ou um inalador.

LUZ SOLAR
A radiação ultravioleta (UV) provém do sol, de lâmpadas solares e de câmaras de bronzeamento; provoca envelhecimento precoce da pele e alterações que podem originar cancro de pele. Os médicos encorajam as pessoas de todas as idades a limitar o tempo de exposição ao sol, bem como a evitar outras fontes de radiação UV:
- Sempre que possível, evite o sol do meio-dia (meio da manhã até ao fim da tarde);
- Deve proteger-se da radiação UV reflectida pela areia, água, neve e gelo: as radiações UV "atravessam" as roupas leves, os vidros do carro e as janelas. Use mangas compridas, calças, chapéu de aba larga e óculos de sol com lentes que absorvam os raios UV;
- Use sempre protector solar, pois pode ajudar a prevenir o cancro de pele, especialmente se o protector solar tiver um factor de protecção solar (SPF) igual ou superior a 15; ainda assim, o sol do "meio-dia" deve ser evitado e deve usar roupas que protejam eficazmente a pele;
- Não utilize lâmpadas solares nem câmaras de bronzeamento (solários); ao contrário do que se possa pensar, estas fontes de radiação não são mais seguras que a luz directa do sol;
- Proteja-se do sol.

RADIAÇÃO IONIZANTE
A radiação ionizante pode causar danos na pele que levam à formação de tumores. Este tipo de radiação provém de raios que entram na nossa atmosfera (terrestre), vindos do espaço exterior, poeiras radioactivas, gás radão, raios-X, entre outras fontes. As poeiras radioactivas podem provir de acidentes de fábricas de energia nuclear ou da produção, teste ou uso de armas radioactivas. As pessoas expostas às poeiras radioactivas, apresentam um risco aumentado de ter cancro, especialmente leucemia e cancros da tiróide, mama, pulmão e estômago.
O radão é um gás radioactivo que não se vê, não se cheira e não tem sabor. Forma-se no solo e nas rochas. As pessoas que trabalham em minas podem estar expostas ao gás radão. Em algumas zonas do país, encontra-se radão. As pessoas expostas ao radão apresentam um risco aumentado para terem cancro do pulmão.
Alguns procedimentos médicos são uma fonte de radiação:
- Os médicos usam a radiação (raios-X de baixa dose) para fazer imagens do interior do nosso corpo (radiografias). Estas imagens ajudam a diagnosticar, por exemplo, ossos partidos, entre outros problemas;
- Os médicos usam, também, a radioterapia para tratar o cancro (radiação de dose elevada, emitida por grandes máquinas ou por substâncias radioactivas). O risco de cancro, a partir de raios-X de baixa dose, é extremamente pequeno. O risco da radioterapia é ligeiramente maior. Para ambos, o benefício é quase sempre superior ao pequeno risco;
- Se pensa que está em risco de cancro, devido a radiações, deve falar com o médico;
- Fale com o médico ou dentista acerca da necessidade de fazer um raio-X; deverá, também, pedir que seja utilizada protecção nas partes do corpo que não necessitem de aparecer, em detalhe, na imagem;
- As pessoas com cancro devem falar com o médico, relativamente à possibilidade do tratamento com radiação (radioterapia) poder aumentar o risco de, mais tarde, ter um segundo cancro.

DETERMINAÇÃO QUÍMICOS E OUTRAS SUBSTÂNCIAS
Pessoas com determinados empregos (pintores, trabalhadores da construção civil e da indústria química), apresentam um risco aumentado para desenvolver um tumor. Muitos estudos demonstraram que a exposição ao amianto, benzeno, cádmio, níquel ou cloreto de vinilo, no local de trabalho, podem causar cancro. Siga sempre as instruções e conselhos de segurança, para evitar ou reduzir o contacto com substâncias perigosas, tanto no emprego como em casa. Apesar de o risco ser maior para trabalhadores com anos de exposição, também em casa deverá ter cuidado, quando manipula pesticidas, óleo de motor usado, tinta, solventes e outros químicos.

ALGUNS VÍRUS E BACTÉRIAS
Estar infectado com determinados vírus e bactérias pode aumentar o risco de desenvolver alguns tumores:
- Vírus do Papiloma humano (HPV):  a infecção por HPV é a principal causa de cancro do colo do útero; pode, ainda, ser um factor de risco para outro tipo de tumores;
- Vírus da hepatite B e C:  o cancro do fígado pode desenvolver-se, muitos anos depois da infecção com hepatite B ou hepatite C;
- Vírus dos linfomas T humanos (HTLV-1):  a infecção por HTLV -1 aumenta o risco de desenvolver linfoma e leucemia;
- Vírus da imunodeficiência humana (HIV):  o HIV é o vírus que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida). As pessoas que estão infectadas com o HIV , têm maior risco de desenvolver cancro: linfoma e um tipo de tumor raro, chamado Sarcoma de Kapos;
- Vírus de Epstein-Barr (EBV):  a infecção com EBV tem sido associada a um risco aumentado de linfoma;
- Vírus do Herpes Humano 8 (HHV8):  este vírus é factor de risco para o Sarcoma de Kaposi;
- Helicobacter pylori:  esta bactéria pode causar úlceras no estômago; pode, ainda, causar cancro do estômago e linfoma, no revestimento do estômago.
Não tenha relações sexuais sem protecção; não partilhe agulhas ou quaisquer objectos cortantes ou que possam estar contaminados com sangue. Se não for prudente, pode "apanhar" uma infecção por HPV ou por HIV , pode apanhar hepatite B ou hepatite C.
Poderá considerar fazer a vacina que previne a hepatite B. Os profissionais de saúde e todas as pessoas que estejam em contacto com sangue de outras pessoas, devem pedir ao médico para fazer esta vacina. Se pensa que pode estar em risco para infecção por HIV ou hepatite, peça ao médico para fazer o teste; estas infecções podem não causar sintomas, mas as análises ao sangue detectam se o vírus está presente. Se assim for, o médico poderá tratar a infecção. O médico pode, também, explicar como evitar infectar outras pessoas.
Se tem problemas de estômago regulares, vá ao médico; a infecção por H. Pylori pode ser detectada e tratada.

DETERMINADAS HORMONAS
Os médicos podem recomendar tratamento com hormonas (apenas estrogénio ou estrogénio com progesterona), para ajudar a controlar alguns problemas que podem surgir durante a menopausa, como afrontamentos, secura vaginal e enfraquecimento dos ossos. No entanto, alguns estudos demonstram que a terapêutica hormonal, na menopausa, pode causar efeitos secundários graves: pode aumentar o risco de cancro da mama, de enfarte do miocárdio, de acidente vascular cerebral ou formação de trombos (pequenos coágulos de sangue que podem entupir veias ou artérias). Uma mulher que esteja a pensar fazer terapêutica hormonal, na menopausa, deve discutir os possíveis riscos e benefícios com o médico.

ÁLCOOL
Beber mais de duas bebidas alcoólicas por dia, durante muitos anos, pode aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da boca, da garganta, do esófago, da laringe, do fígado e da mama. O risco aumenta com a quantidade de álcool que uma pessoa bebe. Na maioria destes cancros, o risco é mais elevado se a pessoa também fumar. As pessoas que bebem, devem fazê-lo com moderação: significa não beber mais do que uma bebida alcoólica por dia, nas mulheres e não mais que duas bebidas alcoólicas por dia, nos homens.

DIETA POBRE, FALTA DE ACTIVIDADE FÍSICA OU EXCESSO DE PESO
As pessoas que têm uma dieta pobre, que não praticam actividade física suficiente, ou que têm excesso de peso, podem ter um risco aumentado para vários tipos de cancro. Por exemplo, alguns estudos sugerem que as pessoas cuja dieta é rica em gorduras, têm um risco aumentado para cancro do cólon, do útero e da próstata. Por outro lado, a falta de actividade física e o excesso de peso, são factores de risco para cancro da mama, do cólon, do esófago, dos rins e do útero.
Faça uma dieta rica em frutas e vegetais. Fazer uma dieta saudável, ser fisicamente activo e manter um peso adequado, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver cancro. Para tal, o médico sugere:
- Coma bem: uma dieta saudável inclui muitos alimentos ricos em fibra, vitaminas e minerais: inclui pão e cereais integrais e 5 a 9 doses de fruta e vegetais, todos os dias. Uma dieta saudável significa, também, limitar os alimentos ricos em gordura, como manteiga, leite gordo, fritos e carne vermelha (vaca, porco).
- Seja activo e mantenha um peso adequado:  a actividade física pode ajudar a controlar o peso e a reduzir a gordura corporal. A maioria dos investigadores concorda que um adulto deve fazer actividade física moderada, tal como andar energicamente, durante pelo menos 30 minutos, em 5 ou mais dias da semana.

Fonte: National Cancer Institute – Liga Portuguesa Contra o Cancro


 

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